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PESQUISA DE NALY DE ARAUJO LEITE - BRASIL

VÍTIMAS DE CRIMES PSICOTRÔNICOS IDENTIFICARAM O TIPO DE ASSÉDIO QUE SOFREM EM TODOS OS SETORES DE SUAS VIDAS,NÃO SOMENTE TRABALHISTA!Moral harassment: an essay on the expropriation of dignity at work

Asedio moral: un ensayo sobre la expropiación de la dignidad en el trabajo

Roberto Heloani

FGV-EAESP, UNICAMP e USM

PESQUISA DE NALY DE ARAUJO LEITE NO SITE 

 

Alguns  autores costumam colocar a questão do assédio moral como essencialmente individual, como uma "perversão do ego" no âmbito estritamente psicopatológico, em que se dá um silencioso assassinato psíquicoEntre os mais conhecidos, podemos citar aquela que popularizou o conceito, Marie France Hirigoyen, em sua primeira obra Assédio moral:  a violência perversa no cotidiano, embora em sua segunda obra, Mal estar no trabalho: redefinindo o assédio moral , essa autora relativize a variável idiossincrática.

A par disso, existe uma outra concepção à qual nos filiamos que, não obstante mais complexa, também considera cada indivíduo como produto de uma construção sócio-histórica.. Sujeito e produtor de inter-relações que ocorrem dentro do meio-ambiente social, com suas leis e regras. Diretrizes estas que funcionam dentro de uma determinada lógica macroeconômica, a qual subentende e incorpora relações de poder.

Costumamos dizer que a discussão sobre assédio moral é nova. O fenômeno é velho.Tão velho quanto o trabalho, isto é, quanto o homem, infelizmente...    

No Brasil colônia, índios e negros foram sistematicamente assediados, ou melhor, humilhados por colonizadores que, de certa forma, julgavam-se superiores e aproveitavam-se dessa suposta superioridade militar, cultural e econômica para impingir-lhes sua visão de mundo, sua religião, seus costumes.

Não raro esse procedimento, constrangedor sob vários aspectos, vinha acompanhado de um outro que hoje denominamos assédio sexual, ou seja, constranger-se uma pessoa do sexo oposto ou do mesmo sexo a manter qualquer tipo de prática sexual sem que essa verdadeiramente o deseje.

De fato, relembrando as idéias de Gilberto Freyre , em sua obra clássica Casa-Grande & Senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal, as relações entre brancos e "raças de cor" foram, no Brasil, condicionadas bilateralmente – de um lado pela monocultura latifundiária ( o cultivo de cana-de- açúcar) no que diz respeito ao sistema de produção econômica; e de outro, pelo sistema sócio-familiar de cunho patriarcal, que se caracterizava pela escassez de mulheres brancas na colônia. Essa monocultura açucareira acabou impossibilitando a existência de uma policultura e de uma pecuária que pudessem se instalar ao redor dos engenhos, suprindo-lhes, inclusive, as carências alimentares. A criação de gado deslocou-se para o sertão, e a casa-grande adquiriu características essencialmente feudais –senhores de engenho, em sua maior parte patriarcais e devassos, que dominavam, do alto de suas moradias, escravos, lavradores e agregados, com mão-de-ferro.

Sem querermos radicalizar ou extrapolar, considerando a atual sociedade brasileira nos moldes da escravocrata, pensamos que a humilhação no trabalho, ou o assédio moral, sempre existiu, historicamente falando, nas mais diferentes formas. Humilhação esta embasada no próprio sistema macroeconômico, que, em seu processo disciplinar, favorece o aparecimento dessa forma de violência, em que o superior hierárquico detém um certo poder sobre seu subordinado.

Em um mundo que passa por grandes e rápidas mudanças, as organizações nacionais, pressionadas pelo processo de globalização, substituem cada vez mais o homem pela máquina. Assim, novas tecnologias são implementadas nas empresas, obrigando o trabalhador a adaptar-se rapidamente a elas e impondo um novo perfil profissional tecnicizado.

Fruto de um processo cada vez mais intenso de globalização, de automação fabril, de informatização nos serviços e de agilização nos processos, a hipercompetitividade é um fenômeno recente, que vem chegando ao Brasil e, efetivamente, estimula a instrumentalização do outro.

Nessa nova lógica pós-moderna ou pós-fordista, como queiram, que legitima uma ampla reestruturação produtiva, onde os salários sofrem cada vez mais reduções e a educação emerge como "salvadora" e principal ferramenta da atualização, o trabalho torna-se cada vez mais precário e seletivo. O Estado vem, mediante uma ideologia neoliberal, retirar e diminuir benefícios e direitos do trabalhador, modificando a relação capital-trabalho; surgem, então, novas relações, como o contrato de trabalho por tempo determinado e várias formas de terceirização, que geram, desse modo, o subemprego e o trabalho informal, novas ameaças ao trabalhador, que antes tinha a garantia de alguns direitos historicamente consolidados.

Busca-se desse modo um paradoxo: a conciliação de dois sujeitos historicamente desiguais, capital e trabalho. Por meio de discursos de cooperação e de trabalho em equipe, consultores organizacionais acabam por perpetuar elementos antagônicos: a necessidade da cooperação em equipe e a competição pela aquisição e manutenção de um posto de trabalho.

Essa hipercompetitividade não seria em si mesma uma forma de violência? Uma guerra, como bem coloca Christophe Dejours em A banalização da injustiça social , onde o fundamental não é o equipamento militar, mas o desenvolvimento da competitividade; em que o fim pode justificar os meios, mediante um atropelamento da ética, da própria dignidade humana.

É certo que a violência faz parte da própria condição humana, como o amor, o ódio, o poder, a submissão, o orgulho, a inveja e tantas outras facetas da personalidade. Mas, como Roberto Da Matta em A violência brasileiralucidamente posiciona, não se pode deixar de investigar o conjunto de valores que estão associados a certas formas de violência em sociedades específicas.

Em um sistema em que a "racionalidade instrumental" se sobrepõe à "racionalidade comunicativa" ,(para usarmos a expressão de Habermas em Teoria de la acción comunicativa: crítica de la razón funcionalista ),o que gera uma distorção comunicacional, a violência torna-se uma resposta a um sistema desumano e não pode ser considerada um mero mecanismo individual. Em outras palavras, nesse processo a violência passa a ser uma perversão da perversão, ou seja, uma armadilha motivada pela crueldade do sistema.

Em nossa opinião, a violência reflete, tal como uma imagem no espelho, as formas de poder constituídas socialmente. Se for certo que o furor expansionista do capital conquistou-nos financeiramente, é também exato que nesse processo de expansão comprometeu-se o nosso discernimento, ou melhor, a nossa saúde moral. Alguns fragmentos de discurso como "enxugar as gorduras", "exterminar os dinossauros" e mesmo "fazer uma faxina" são expressões recorrentes na "mídia especializada", que costumamos chamar de subliteratura organizacional.

 

Situando o assédio moral

O assédio moral foi apontado como objeto de pesquisa, em 1996, na Suécia, pelo psicólogo do trabalho Heyns Leymann, que, por meio de um levantamento junto a vários grupos de profissionais chegou a um processo que qualificou de psicoterror, cunhando o termo mobbing (um derivado de mob, que significa horda, bando ou plebe), devido à similaridade dessa conduta com um ataque rústico, grosseiro.

Dois anos após, Marie-France Hirigoyen, psiquiatra e psicanalista com grande experiência como psicoterapeuta familiar, popularizou o termo por meio do lançamento de seu livro Le harcèlement moral : la violence perverse au quotidien, um best-seller que ocasionou a abertura de inúmeros debates sobre o tema, tanto na organização do trabalho como na estrutura familiar.

Com formação em "victimologia" na França e nos Estados Unidos, a postura de Hirigoyen é empática em relação à vítima e discordante de algumas teorias psicanalíticas que debitam boa parte da culpa ao agredido, como se de certa forma este estivesse conivente com o agressor ou desejasse inconscientemente a própria situação de agressão, por masoquismo ou mesmo por expiação de culpa. Provavelmente foi essa faceta inovadora e humana de sua abordagem o que motivou o enorme sucesso de seu livro e fez com que, em sua esteira, uma revista francesa, Rebondir, especializada em informações sobre o emprego, realizasse uma vasta pesquisa, em empresas francesas, referente ao assédio moral.

Les victimes de crimes psychotronic identifié le type de la souffrance HARCÈLEMENT DANS TOUS LES SECTEURS DE LEUR VIE, NON SEULEMENT DU TRAVAIL Le harcèlement moral: un essai sur l'expropriation de la dignité au travail

Siege moral non ensayo sobre la la dignidad expropriation en el trabajo

Roberto Heloani

FGV-EAESP, UNICAMP et l'USM

RECHERCHE naly DE ARAUJO LAIT DANS SITE http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-56...

 

 

Certains auteurs ont tendance à mettre la question de l'intimidation comme essentiellement individuel, comme une «perversion de l'ego" dans le strictement psychopathologique, ce qui arrive assez assassiner psychique. Parmi les plus connus, on peut citer celui qui a popularisé le concept, Marie France Hirigoyen, dans son premier livre Mobbing: la violence perverse au quotidien, bien que dans son second ouvrage, Ill être au travail: la redéfinition de l'intimidation, à relativiser cet auteur la variable idiosyncrasique.

En outre, il ya une autre notion à laquelle nous nous associons que malgré plus complexe, considère aussi chaque individu comme un produit d'un contexte socio-historique .. Sujet et producteur d'interrelations qui se produisent dans l'environnement social, avec ses lois et ses règles. Ces lignes directrices pour travailler dans une logique macro-économique donné, ce qui implique et intègre les relations de pouvoir.

Nous disons que la discussion sur l'intimidation est nouveau. Le phénomène est aussi vieux velho.Tão travail, qui est, l'homme, malheureusement ...

Dans colonial Brésil, les Indiens et les Noirs ont été systématiquement harcelés, ou plutôt humilié par les colons qui en quelque sorte se croyaient supérieurs et ont profité de cette supériorité militaire supposé, culturel et économique de leur imposer leur vision du monde, leur religion , leurs coutumes.

Souvent, cette procédure, embarrassant à bien des égards, a été accompagnée par une autre qui appellent désormais le harcèlement sexuel, ou vous embarrasser une personne du sexe opposé ou de même sexe d'organiser tout type de pratique sexuelle sans que veulent vraiment.

En effet, rappelant les idées de Gilberto Freyre dans son classique Casa Grande et Slaves: formation familiale économie brésilienne sous le régime de relations patriarcales entre les Blancs et les «races de couleur" étaient au Brésil, conditionné bilatérale - pour d'un côté par propriétaire de monoculture (la culture de la canne à sucre) par rapport au système de production économique, et l'autre, par inclinaison patriarcale socio-familial, qui a été caractérisé par une pénurie de femmes blanches dans la colonie. Ce sucre monoculture tout simplement impossible l'existence d'une polyculture et un élevage qui pourrait être installé autour des moulins, leur fournissant, notamment les pénuries alimentaires. Bétail déplacé vers l'arrière-pays, et la grande maison a acquis des caractéristiques essentiellement féodal planteurs, essentiellement patriarcales et les fornicateurs, qui a dominé de la tête de leurs maisons, les esclaves, les agriculteurs et les ménages, la main- chemins de fer.

Sans vouloir radicaliser ou extrapoler, compte tenu de la société brésilienne courant le long des lignes de l'esclavage, nous pensons que l'humiliation au travail, ou l'intimidation a toujours existé, historiquement parlant, de différentes façons. Ancré dans leur propre humiliation ce système macro-économique, qui, dans son processus disciplinaire, favorise le développement de cette forme de violence, dans laquelle le supérieur détient un certain pouvoir sur ses subordonnés.

Dans un monde en pleine mutation et les grandes organisations, nationales, sous la pression de la mondialisation, de plus en plus remplacer l'homme par la machine. Ainsi, les nouvelles technologies sont mises en œuvre dans les entreprises, ce qui oblige les travailleurs à s'adapter rapidement et à imposer un nouveau profil mise en œuvre technique professionnel.

Résultat d'un processus de plus en plus intense mondialisation, l'automatisation industrielle, l'informatisation des services et des processus de rationalisation, le hypercompetitiveness est un phénomène récent, qui vient au Brésil, et stimule efficacement l'exploitation d'autrui.

Dans cette nouvelle logique post-moderne ou post-fordiste, si vous voulez, qui légitime une vaste restructuration de la production, où les salaires sont de plus en plus souffrent de coupures et de l'éducation apparaît comme un «sauveur» et mettre à jour l'outil principal, le travail devient de plus en plus précaire et sélective. L'État a été à travers une idéologie néolibérale, supprimer et réduire les prestations et les droits des travailleurs, la modification du ratio capital-travail, lève-toi, alors, de nouvelles relations, comme le contrat de travail à durée déterminée et diverses formes de sous-traitance, qui génèrent cette ainsi, le sous-emploi et le travail informel, de nouvelles menaces pour le travailleur, qui avait déjà garanti certains droits historiquement consolidé.

L'objectif est donc un paradoxe: concilier deux sujets historiquement inégaux, le capital et le travail. Grâce discours de coopération et de travail en équipe, consultants organisationnels finalement perpétuent éléments antagonistes: la nécessité d'une coopération et compétition par équipe pour l'acquisition et le maintien d'un emploi.

Cette hypercompetitiveness ne serait pas en soi une forme de violence? Guerre, ainsi que dans des endroits Christophe Dejours La banalisation de l'injustice sociale, où la clé n'est pas le matériel militaire, mais le développement de la compétitivité et à la fin peut justifier les moyens, grâce à un piétinement de l'éthique, la dignité humaine.

Il est vrai que la violence fait partie de la condition humaine comme l'amour, la haine, la puissance, la soumission, l'orgueil, l'envie et beaucoup d'autres facettes de la personnalité. Mais comme Roberto Da Matta dans les postes de brasileiralucidamente de la violence, on ne peut manquer d'enquêter sur l'ensemble des valeurs qui sont associées à certaines formes de violence dans les sociétés particulières.

Dans un système où les «rationalité instrumentale» recouvre «rationalité communicative» (pour reprendre l'expression de Habermas Théorie de la acción communicative: la critique de La Razón fonctionnaliste), ce qui conduit à une distorsion de la communication, la violence devient si une réponse à un système inhumain et ne peut être considéré comme un simple mécanisme unique. En d'autres termes, dans ce cas, la violence est une perversion de la perversion, c'est un piège motivé par la cruauté du système.

À notre avis, la violence reflète comme un miroir, les formes de pouvoir socialement constituées. S'il est vrai que le capital expansionniste de fureur nous a gagné financièrement, est aussi exact dans le processus d'élargissement se sont engagés notre discernement, ou plutôt notre santé morale. Quelques fragments de discours comme "Éliminez la graisse", "exterminer les dinosaures» et même «faire un grand nettoyage de printemps» sont des expressions récurrentes dans le «spécialiste des médias», que nous appelons habituellement subliteratura organisationnel.

 

Situer l'intimidation

L'intimidation a été nommé en tant que sujet de recherche, en 1996, en Suède, le psychologue qui travaille Heyns Leymann, qui, à travers une enquête auprès de divers groupes professionnels a atteint un processus qu'il a appelé psicoterror, inventant le terme mobbing ( un dérivé de la foule, ce qui signifie horde, troupeau ou mob), en raison de la similitude de ce comportement avec une attaque rustique, grossier.

Deux ans plus tard, Marie-France Hirigoyen, psychiatre et psychanalyste ayant une vaste expérience en tant que psychothérapeute familiale, a popularisé le terme à travers le lancement de son livre Le harcèlement moral: la violence perverse au quotidien, un best-seller qui a provoqué l'ouverture de nombreuses discussions sur le sujet, tant dans l'organisation du travail et la structure familiale.

Avec une formation "victimologia" en France et aux Etats-Unis, la posture est empathique Hirigoyen égard de la victime et de désaccord avec certaines théories psychanalytiques qui débitent trop blâmer quand attaqués, comme si d'une certaine manière cela a été de connivence avec l'agresseur ou inconsciemment voulu propre situation d'agression, par masochisme ou même expiation de la culpabilité. C'était probablement cet aspect de son approche novatrice et humaine qui a motivé l'énorme succès de son livre et en fait, dans son sillage, un magazine français, Rebondir, spécialisée dans l'information sur l'emploi, mener une recherche approfondie dans des sociétés françaises liés à l'intimidation.

VICTIMS OF CRIMES psychotronic IDENTIFIED THE TYPE OF HARASSMENT SUFFERING IN ALL SECTORS OF THEIR LIVES, NOT ONLY LABOR! Moral harassment: an essay on the expropriation of dignity at work

Siege moral un ensayo sobre la la expropriation dignidad en el trabajo

Roberto Heloani

FGV-EAESP, UNICAMP and USM

SEARCH naly DE ARAUJO MILK IN SITE http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-56...

 

 

Some authors tend to put the issue of bullying as essentially individual, as a "perversion of the ego" in the strictly psychopathological, which happens quite psychic murder. Among the best known, we can mention the one that popularized the concept, Marie France Hirigoyen, in his first book Mobbing: perverse violence in everyday life, although in his second work, Ill be at work: redefining bullying, to relativize this author variable idiosyncratic.

In addition, there is another concept to which we join that despite more complex, also considers each individual as a product of a socio-historical .. Subject and producer of interrelationships that occur within the social environment, with its laws and rules. These guidelines to work within a given macroeconomic logic, which implies and incorporates power relations.

We say that the discussion on bullying is new. The phenomenon is as old velho.Tão work, that is, the man, unfortunately ...

In colonial Brazil, Indians and blacks were systematically harassed, or rather humiliated by settlers who somehow thought themselves superior and took advantage of this supposed military superiority, cultural and economical to foist them their world view, their religion , their customs.

Often this procedure, embarrassing in many ways, was accompanied by another who now call sexual harassment, or embarrass yourself a person of the opposite sex or the same sex to hold any type of sexual practice without that truly want.

Indeed, recalling the ideas of Gilberto Freyre in his classic Casa Grande & Slaves: family formation Brazilian economy under the regime of patriarchal relations between whites and "colored races" were in Brazil, conditioned bilaterally - for one side by monoculture landowner (the cultivation of cane sugar) with respect to the system of economic production, and the other, by socio-familial patriarchal slant, which was characterized by a shortage of white women in the colony. This sugar monoculture just impossible the existence of a polyculture and a livestock that could be installed around the mills, supplying them, including food shortages. Livestock moved to the hinterland, and the great house acquired characteristics essentially feudal-planters, mostly patriarchal and fornicators, who dominated from the top of their houses, slaves, farmers and households, with hand- railways.

Without wanting to radicalize or extrapolate, considering the current Brazilian society along the lines of slavery, we think that the humiliation at work, or bullying has always existed, historically speaking, in different ways. Grounded in their own humiliation this macroeconomic system, which, in its disciplinary process, favors the development of this form of violence, in which the superior holds a certain power over his subordinate.

In a world undergoing rapid changes and large, national organizations, pressured by globalization, increasingly replace the man by machine. Thus, new technologies are implemented in companies, forcing workers to adapt quickly to them and imposing a new professional profile technical implementation.

Result of a process increasingly intense globalization, factory automation, computerization of services and streamlining processes, the hypercompetitiveness is a recent phenomenon, which is coming to Brazil, and effectively stimulates the exploitation of others.

In this new logic postmodern or post-Fordist, if you like, that legitimizes a broad restructuring of production, where wages are increasingly suffering cuts and education emerged as a "savior" and update the main tool, the work becomes increasingly precarious and selective. The State has been through a neoliberal ideology, remove and reduce benefits and worker rights, changing the capital-labor ratio; arise, then, new relationships, as the employment contract for a definite period and various forms of outsourcing, which generate this so, underemployment and informal work, new threats to the worker, who had previously guaranteed certain rights historically consolidated.

The aim is thus a paradox: reconciling two subjects historically unequal, capital and labor. Through discourses of cooperation and teamwork, organizational consultants ultimately perpetuate antagonistic elements: the need for cooperation and team competition for acquiring and maintaining a job.

This hypercompetitiveness would not be in itself a form of violence? War, as well as in places Christophe Dejours The trivialization of social injustice, where the key is not the military equipment, but the development of competitiveness and in the end can justify the means, through a trampling of ethics, human dignity.

It is true that violence is part of the human condition as love, hate, power, submission, pride, envy and many other facets of personality. But as Roberto Da Matta in violence brasileiralucidamente positions, one can not fail to investigate the set of values ​​that are associated with certain forms of violence in particular societies.

In a system where the "instrumental rationality" overlaps "communicative rationality" (to use the expression in Habermas Theory of Communicative la acción: critique de la razón functionalist), which leads to a distortion of communication, violence becomes if a response to a inhuman system and can not be considered a mere single mechanism. In other words, in this case the violence is a perversion perversion, ie, a trap motivated by the cruelty of the system.

In our opinion, the violence reflects as a mirror image, the socially constituted forms of power. If it is true that the furor expansionary capital won us financially, is also exact in the process of expanding pledged our discernment, or rather our moral health. Some fragments of speech as "wipe the grease", "exterminate the dinosaurs" and even "do a spring cleaning" are recurrent expressions in the "media specialist", we usually call subliteratura organizational.

 

Situating bullying

The bullying was appointed as a research subject, in 1996, in Sweden, the psychologist working Heyns Leymann, who, through a survey of various professional groups reached a process which he called psicoterror, coining the word mobbing ( a derivative of mob, which means horde, flock or mob), due to the similarity of this behavior with an attack rustic, coarse.

Two years later, Marie-France Hirigoyen, psychiatrist and psychoanalyst with extensive experience as a psychotherapist familiar, popularized the term through the launch of his book Le harcèlement moral: la violence perverse au quotidien, a bestseller that caused the opening of numerous discussions on the subject, both in the organization of work and in the family structure.

With training "victimologia" in France and the United States, the posture is Hirigoyen empathetic towards the victim and disagreement with some psychoanalytic theories that debit too much blame when attacked, as if somehow this was colluding with the abuser or unconsciously wanted to own situation of aggression, for masochism or even expiation of guilt. Probably it was this aspect of his innovative and humane approach which motivated the huge success of his book and made it, in its wake, a French magazine, Rebondir, specializing in information on employment, conduct an extensive research in French companies related to bullying.

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